September 22, 2006

Ultimo eclipse solar hoje 22 de setembro de 2006

22 de Setembro - Eclipse Solar Anular


Caracteríticas desse eclipse solar anular com observação parcial para a cidade de São Carlos - SP.

Início:
06h35min - azimute de 87 graus e altura de  7 graus.
Máximo:
07h37min - azimute de 81 graus e altura de 21 graus. (separação de 18' e 17.2" entre Sol e a Lua)
Término:
08h48min - azimute de 72 graus e altura de 37 graus


O último eclipse do ano de 2006 corresponde a um eclipse solar anular e igualmete ocorre 15 dias após o eclipse lunar parcial de sete de setembro. Através da animação relativa a simulação desse eclipse (
20060922.mpg) nós poderemos ver toda a evolução da fase parcial desse eclipse para o nosso Observatório.
Início da Fase Parcial
O início será próximo das 6h35m com o disco solar sete graus acima do horizonte do nascente e com um azimute de quase 87 graus, ou seja cerca de três graus a esquerda do ponto cardeal Leste.

Máximo da fase Parcial em São Carlos -SP
O máximo da fase parcial do eclipse em São Carlos ocorrerá próximo das 07h37m, com uma separação angular entre a Lua e o Sol de 18' 17.2". O Sol estará cerca de 21 graus acima do horizonte do nascente e terá um azimute de quase 81 graus.



Final da Fase parcial em São Carlso-SP
O final da fase parcial para ocorrerá as 08h48m com o Sol a uma altura de de 37 graus acima do horizonte do nascente e com um azimute de 72 graus.

A projeção ortográfica desse eclipse calculada por F. Espenak está no gráfico abaixo e quais partes da superfície do planeta Terra poderão observar o eclipse. Esse eclipse é dito anular pois na região de totalidade o tamanho aparente do disco lunar é menor que o do disco solar.
SE2006Sep22-Fig5.gif

Observação segura de um  eclipse solar


Abaixo ilustramos os dois métodos de observação segura de um eclipse solar. No caso, este foi o primeiro Eclipse Solar  Total com obervação parcial  em nosso Observatório em 1987.

Eclipse Solar Total de 29/03/1987 12:45h (Data Universal)

Condições para São Carlos:
Máximo as 08:15h com uma magnitude de 0.35 (Parcial)

 
Efeito camera Buraco de Agulha através dos intertícios das folhagens da copa da árvore.
 Visualização do eclipse por meio da Técnica de Projeção através do Refrator Grubb.
A instensidade do ecilpse será tal que as pessoas desavisadas não notarão qualquer diferença na luminosidade do Sol.



Informações complemetares de como Observar o Eclipse extraídas de:
http://www.uranometrianova.pro.br/circulares/circ0026.htm

Autor: Irineu Gomes Varella

Astrônomo. Diretor do Planetário e Escola
Municipal de Astrofísica de São Paulo,
no período de 1980 a 2002.

Autora: Priscila D. C. F. de Oliveira

Coordenadora do Centro de Documentação
Técnica e Científica em Astronomia do
Planetário e E. M. de Astrofísica de S Paulo.

Como acompanhar o fenômeno com segurança

Para a observação do eclipse e do disco solar, sem o uso de equipamento óptico, é necessário a utilização de um filtro. Um filtro muito eficiente, de baixo custo e de fácil aquisição é o vidro para máscara de soldador nº 14. Colocando-o diante dos olhos, é possível atenuar bastante o brilho solar e filtrar as radiações nocivas aos olhos evitando prejuízos à visão. A observação deve ser feita por breves períodos e seguidos de períodos de "descanso". Assim, um bom procedimento é observar o Sol através do vidro por uns 5 a 10 segundos e depois "descansar" por uns 10 ou 20 segundos.


Como acompanhar o fenômeno utilizando um telescópio

O leitor que disponha de uma luneta ou de um telescópio, poderá utilizá-lo no acompanhamento do fenômeno servindo-se do método de projeção da imagem como ilustrado na figura abaixo. O observador deve providenciar uma tela branca para projeção ( cartolina ou papel sulfite ) e um anteparo para produzir sombra na tela de projeção aumentando o contraste da imagem.

Fig.08 - Observação do Sol por projeção.
Fig. 6 - Observando o Sol pelo método da projeção.

O método de projeção, além de seguro, possui a vantagem de permitir a observação do disco solar simultaneamente por várias pessoas. O método poderá depois ser utilizado por aqueles que desejarem acompanhar o Sol e fazer os registros diários das manchas solares. Orientações sobre como proceder na prática deste importante trabalho de observação astronômica serão objeto de futuras publicações na série Astronomia & Astrofísica.

Existem, também, filtros que podem ser acoplados à objetiva de telescópios, permitindo a observação direta através da ocular do equipamento. Esses filtros, denominados MYLAR, são constituidos por um filme plástico ( ou um celulóide ) sobre o qual está depositada uma camada metálica que reflete grande parte da luz solar e produz forte absorção deixando que apenas uma pequena porcentagem da luz solar atinja a ocular.


O que não devemos fazer durante a observação de um eclipse solar

NÃO APONTE INSTRUMENTOS ÓPTICOS DIRETAMENTE PARA O SOL.
CEGUEIRA INSTANTÂNEA SERÁ O RESULTADO MAIS PROVÁVEL !

A observação do eclipse implica na observação do Sol. Portanto, todo o cuidado é pouco e a advertência anterior é fundamental e deve ser rigorosamente obedecida. A utilização de filtros deve ser feita, também, com bastante cuidado e critério, evitando-se o uso de materiais e de procedimentos cuja segurança não tenhamos certeza. Não há porque evitar a observação do eclipse e vê-lo pela televisão ou pela Internet. A observação de fenômenos astronômicos, com os devidos cuidados, deve sempre ser feita "ao vivo e em cores"! Aqui vão algumas "dicas" para que você observe o eclipse com segurança:



"Filtros" e "Métodos" que não devem ser utilizados

Não são seguros os seguintes "filtros" e não devem ser utilizados os "métodos" de observação adiante descritos, pois não eliminam o UV (ultra-violeta ) e o IV (infra-vermelho) prejudiciais à visão:

1. "Sanduiches" de pedaços de filmes preto e branco velados ou "sanduiches" de pedaços de filmes coloridos velados ( este último "método" é ainda pior );

2. Vidros esfumaçados, vidros coloridos, pedaços de garrafas escuras;

3. Olhar para o reflexo do Sol em uma bacia com água;

4. Óculos escuros, lentes polaróides ou óculos que "filtram" UV, mesmo que, de acordo com o fabricante, a redução de UV seja grande;

5. Papéis celofanes de quaisquer cores em folhas simples ou associados em "sanduiches";

6. Pedaços escuros de radiografias ( chapas de Raios-X );

7. Não utilize filtros que se acoplem à ocular do seu telescópio, mesmo que tenham vindo junto com o telescópio e indicados pelo fabricante. O calor gerado durante a exposição ao Sol pode romper o filtro expondo, repentinamente, a sua vista aos raios solares;

8. Não "adapte" um vidro para máscara de soldador ( mesmo o de nº 14 ) à ocular ou à objetiva do telescópio.

Caracteríticas geométricas desse eclipse solar

Os eclipses solares ocorrem toda vez que a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol. Estando, portanto, em conjunção com o Sol, os eclipses solares só podem ter lugar quando a Lua passa pela fase de Lua Nova.

 Eclipse anular do Sol: o vértice do cone de sombra da Lua não atinge a Terra.

Os eclipses solares só podem ser observados nas regiões da Terra onde os cones de sombra (umbra) e de penumbra da Lua interceptarem a superfície terrestre. Os observadores localizados nas regiões onde a sombra da Lua atinge a Terra verão um eclipse total ou anular. Nos locais onde apenas o cone de penumbra atinge a Terra, o eclipse é parcial. Se o vértice do cone de sombra da Lua não atinge a Terra, como na figura 1, teremos o eclipse anular. Nesses eclipses, o disco lunar, mesmo na fase de centralidade, não cobre totalmente o disco solar, restando um "anel" do disco solar ao redor do disco negro da Lua, daí o nome de eclipse anular. NUNCA OBSERVE O SOL, MESMO DURANTE UM ECLIPSE, SEM A DEVIDA PROTEÇÃO PARA A VISTA.


Eclipse anular do Sol
Observado na região de totalidade
 

Eclipse parcial do Sol
Observado na região visão parcial

Posted on 09/22/2006 4:00 AM Comments (4)

September 17, 2006

ELEIÇÕES-uma opinião

Mensagem de Antônio Ermirio de Moraes
Nestes tempos de eleições, o Brasil é pintado de rosa pela situação e de preto pela oposição. Isso é próprio de qualquer campanha eleitoral.
No meio do tiroteio, o povo fica perdido, recebendo informações manipuladas, todas aparentando verdades. Nesse ambiente, há pouco espaço para análises objetivas.
Por isso, antes que comece o massacre das mensagens no rádio e na televisão, alinho alguns dados objetivos que, no meu entender, registram os principais problemas do Brasil de hoje.
No período de 1996 a 2005, a economia mundial cresceu 3,8% ao ano; o Brasil cresceu 2,2%.
Nesse ritmo, o mundo dobrará a renda per capita em 30 anos; o Brasil levará cem anos.
Entre 1995 e 2004, os países emergentes investiram cerca de 30% do PIB em atividades produtivas; o Brasil investiu 19%.
O investimento público, que estava em 4% do PIB em 1970 - já irrisório! - caiu para 0,5% em 2005.
Nesse período, a carga tributária quase dobrou, chegando perto de 40% do PIB.
Para crescer 3,5% ao ano, os investimentos em energia elétrica, petróleo, gás, telecomunicações e transporte teriam de ser de, no mínimo, US$ 27 bilhões por ano, enquanto, na realidade, não passam de US$ 14 bilhões.
Dentre os 127 países estudados pelo "Program for International Student Assessement" (Pisa), o desempenho dos alunos brasileiros está em último lugar em matemática e penúltimo em ciências.
Em pleno século 21, temos 16 milhões de analfabetos e, entre os que sabem ler, mais de 50% não entendem o que lêem.
Vários desses dados fazem parte de um artigo publicado na "Revista Indústria Brasileira" em abril de 2006, cujo título já diz tudo: "Sem crescer, não há saída".
O mínimo que se espera é que os candidatos ataquem essas questões de frente, dizendo claramente o que farão para inverter o quadro atual. Isso faz parte da educação dos cidadãos e da construção da democracia.
Há tempos, Roger Douglas, ex-ministro da Fazenda da Nova Zelândia, contou-me que, no seu país, toda vez que um candidato diz na televisão o que vai fazer sem dizer o "como", o seu adversário, no dia seguinte, ocupa o seu espaço na mesma televisão, para desmascarar as promessas vazias. Desde que esse sistema foi implantado, narrou Douglas, a demagogia diminuiu bastante e o povo votou mais consciente.
Os problemas estão aí. Cabe aos candidatos dizer "como" resolvê-los. Não seria uma boa idéia para praticar no Brasil?
(ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES)

Posted on 09/17/2006 7:59 AM Comments (2)

September 15, 2006

NOTICIAS DE HJ SET 15 06 22H28

15/09/2006 - 22h28

Furacão Gordon perde força, mas Helene fica mais violento

MIAMI (Reuters) - O furacão Gordon perdeu força na sexta-feira sobre o mar, enquanto a tempestade tropical Helene ganhou intensidade no Atlântico, mas não deve ameaçar o litoral norte-americano, segundo os meteorologistas.

Às 17h (18h em Brasília), o Helene tinha ventos regulares de 113 quilômetros por hora e estava cerca de 2.020 quilômetros a leste das ilhas Sotavento, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

"O Helene pode se tornar um furacão hoje à noite ou no sábado", disse o Centro. As tempestades passam a ser consideradas furacões quando seus ventos superam 119 quilômetros por hora.

Se isso acontecer, o Helene se tornará o quarto furacão da temporada, que começou em 1o de junho e dura seis meses. Em comparação ao ano passado, quando houve 28 tempestades (das quais 15 viraram furacões), 2006 está sendo um ano relativamente tranqüilo.

Duas tempestades tropicais, Alberto e Ernesto, já atingiram os EUA, mas sem provocar danos graves. Um furacão, o Florence, atingiu a ilha de Bermuda, que fica no meio do Atlântico e pertence à Grã-Bretanha.

Projeções feitas em computador mostram que o Helene deve fazer uma curva para noroeste ainda sobre o Atlântico, e por isso não deve atingir os EUA.

Já o Gordon, terceiro furacão da temporada --e o mais forte até agora-- continua sobre o mar, 1.078 quilômetros a leste de Bermuda, com ventos de 145 quilômetros por hora. Ele se desloca para nordeste e deve continuar perdendo força.

Meteorologistas dizem que a formação do fenômeno El Niño no Pacífico e a alta concentração de poeira do oeste da África na atmosfera sobre o Atlântico devem reduzir a formação de furacões nesta temporada


Posted on 09/15/2006 7:02 PM Comments (2)
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